A pergunta que já me foi feita em várias ocasiões e a qual nunca pude responder satisfatoriamente é uma das mais difíceis da psicologia: como encontrar um bom psicólogo?
Não há receita. Eu diria que existem alguns cuidados para não ser enganado(a).
O primeiro é o registro no CRP. Todo psicólogo tem que ter um registro no CRP para atuar profissionalmente e isso deve constar até mesmo no cartão de visitas. Caso contrário, ligue para o Conselho Regional de Psicologia e verifique se o psicólogo em questão está devidamente inscrito. Se não estiver, por melhor que sejam as referências, não continue com a psicoterapia.
Sempre fique atento às técnicas usadas pelo psicólogo. Se tiver qualquer dúvida quanto ao método empregado pelo terapeuta, também recorra ao Conselho Regional de Psicologia. Existem muitos psicólogos inscritos no CRP e que usam técnicas não reconhecidas cientificamente. Recomendo que o paciente não procure esclarecimentos na internet, mas no lugar próprio para isso: o CRP da região.
As associações (ou sociedades) não devem ser vistas como uma referência inabalável, mas é um caminho importante quando não há indicação. Um psicólogo inscrito numa determinada associação é, em regra, um profissional com especialização ou mestrado. A qualificação do profissional é um indicativo de que ele está bem capacitado para exercer aquela atividade específica e as associações prezam por isso. Trata-se de uma segurança a mais que o paciente tem ao procurar um psicólogo.
Um sinal fundamental do serviço prestado é a ética profissional. Se o psicólogo cometer qualquer tipo de violência contra o paciente, o tratamento deve ser imediatamente interrompido. Estou me referindo a assédio, dupla assinatura de guias e outros comportamentos que não devem ser tolerados pelo paciente. Essa situação é especialmente preocupante quando ocorre com pessoas que sofrem alguma forma de violência e reproduzem no consultório a dificuldade de reagir ao agressor. Na boa relação psicólogo-paciente, deve haver espaço para entender a postura do profissional, por mais gabaritado que ele seja.
Quando vou indicar um psicólogo para um paciente, tento levar em consideração a queixa apresentada, a abordagem do colega e outras questões, mas sei que não há uma fórmula infalível para encaminhamento. No entanto, tenho a segurança de que os meus colegas estimam as condutas descritas acima e isso já livra o paciente de enormes perigos.
É provável que as dicas que passei sejam o caminho para evitar um mal serviço e não o de encontrar um bom psicólogo. Um bom psicólogo nesse caso é um psicólogo bom, que age com transparência e boa-fé. Mais do que a qualidade, acredito que o paciente tem que estar num ambiente seguro, confiável. Essa é a primeira preocupação que tenho ao fazer um encaminhamento e é a que o paciente deve ter ao confiar sua história a alguém.


Sem duvidas você tem toda razão em suas colocações, como por exemplo, o registro no CRP, as
técnicas, a ética, que sem duvidas é uma das mais importante e, uma vez observada com bastante cautela é facíl de se percebar, porque ética nada mais é do que o resultado de uma vida integra, justa, correta, caso contrário, se não ouver esses indicativos você pode ter certeza é um pessimo proficional.