A psicoterapeuta Keely Kolmes teve uma desagradável surpresa no dia 17 de fevereiro de 2010 ao abrir o seu e-mail. Apesar de saber dos rumores do Google Buzz, ela descobriu pelo Gmail que estava automaticamente seguindo e sendo seguida pelos seus contatos e que qualquer um teria acesso a essas informações.
Como a psicoterapeuta havia disponibilizado o e-mail de contato para os pacientes quando estes a solicitavam, ela foi involuntariamente vinculada pelo Google a eles, e eles a ela. Na prática, qualquer um que visitasse o perfil de Keely Kolmes teria acesso a lista parcial dos seus pacientes, assim como o perfil de cada um deles passou a relacioná-la nos contatos. Outra preocupação dela foi o efeito na relação terapêutica se viesse a bloqueá-los.
Ela não só desativou o Buzz imediatamente, como mostrou os passos de como fazer em seu site. E eu mesmo tenho visto muita gente ensinando e estimulando a desativação do Buzz. A questão do sigilo foi seriamente violada, apesar da correção do Google dias depois. Algumas pessoas questionaram como uma empresa tão inteligente ignorou as consequências dessa situação.
As medidas que a psicoterapeuta tomou foram mudar o e-mail dela para o Hushmail e incentivar que outras pessoas também abandonem o Gmail. Por esse e outros motivos, o meu Buzz também está desativado, mas o meu Gmail continua funcionando normalmente.
De qualquer forma, cheguei à conclusão que sou um desastre para redes sociais: 90% dos meus tweets são divulgações de posts, no Orkut tenho uns 6 contatos que quase nunca me veem por lá… enfim, não tenho por hábito interagir de outra forma que não seja por e-mail ou blog. E mesmo assim, prefiro compartilhar informações importantes pessoalmente.
Ah, se quiser desativar o seu Google Buzz, vá ao Gmail, clique em Configurações, vá na aba Google Buzz e clique em “Desativar o Google Buzz completamente”.
Enquanto isso, o Twitter comemora e prospera de vento em popa.

Vladimir:
Obrigado pela dica. Acabei de desativar o Buzz.
Também tenho Orkut, Facebook, Twitter, mas muito pouco circulo por aí.
A gente acaba se envolvendo por insistências recebidas online, mas sou que nem você: um desatre para redes sociais.
Vladimir, eu não estou entre os mais paranoicos com isso, mas o Google tem mesmo uma fama de não respeitar a privacidade dos usuários.
Sei que você já conhece, mas deixo para seus leitores a sugestão de alguns artigos que escrevi levantando alternativas aos serviços do Google:
Por que (e como) eu deixei o Gmail
Bloglines: uma boa alternativa ao Google Reader
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