Posts de abril, 2009

Projeto do Google ajuda crianças autistas

26/04/2009

O Google é muito mais do que uma ferramenta de buscas. Existem muitos projetos mantidos pela empresa, mas um em especial tem obtido grandes resultados com crianças e adolescentes autistas.

O Projeto Spectrum foi criado em razão de uma série de e-mails e telefonemas de usuários que relatavam o quanto as crianças e adolescentes com autismo haviam gostado de uma ferramenta de modelagem 3D do Google, chamada Google SketchUp. O Google se deu conta então que crianças autistas são dotadas de habilidades visuais e espaciais, e que através de uma ferramenta bem desenvolvida podem expressar amplamente sua criatividade.

Existe um bom suporte do Projeto Spectrum a educadores e psicólogos, como tutoriais em vídeo, newsletter, comunidade no Google Grupos e um manual de como administrar aulas com o Google SketchUp. O lado não muito bom da história é que tudo isso está em inglês.

Vou deixar aqui um vídeo do Projeto Spectrum com a história de quatro crianças com autismo que tiraram grande proveito da ferramenta:

Quem quiser conhecer um pouco melhor o Google SketchUp pode visitar o blog do projeto (também em inglês).

Alienação Parental: filme e debate

19/04/2009

Você sabe o que é a Síndrome da Alienação Parental?

Pois é, dia 04 de maio, uma segunda-feira, será exibido no Teatro dos Bancários o documentário “A Morte Inventada – Alienação Parental“, de Alan Minas, sobre o tema.

A Morte Inventada

O horário previsto para a exibição do filme é 20h e será seguido de um debate com a participação da professora Sandra Baccara. O evento é aberto ao público (e, pelo que entendo disso, gratuito).

O documentário conta também com um site que presta alguns breves esclarecimentos sobre a Alienação Parental, fornece a agenda de eventos relacionada ao filme, ficha técnica e outras coisas. O endereço é http://www.amorteinventada.com.br/portugues.html

O tema é oportuno e o projeto do filme me pareceu muito bem concebido. Vou deixar aqui um trailler do filme como aperitivo:

Arte/Inconsciente, no CCBB de Brasília

09/04/2009

O Centro Cultural Banco do Brasil iniciará em abril a programação de Ideias, com o Arte/Inconsciente, um ciclo de encontros mensais que será realizado até dezembro de 2009.

De acordo com o site:

O objetivo do ciclo é de aproximar as várias modalidades do fazer artístico, como cinema, teatro, dança e literatura, às diversas teorias do inconsciente, contribuindo assim para a compreensão do homem contemporâneo no que ele tem de mais elevado: a arte.

O tema do primeiro encontro será Arte e Criatividade, que terá a presença de Olgária Mattos (filósofa) e Denise Fraga (atriz). A data de início do evento é 22 de abril, uma quarta-feira, às 19h30.

A entrada será naquele velho esquema: gratuita, mas as senhas serão retirados apenas a partir das 19h00.

Fonte: http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/bsb/DetalheEvento.jsp?Evento.codigo=33166&cod=5

Poucas palavras, grandes desenhos

04/04/2009

Existem algumas histórias e alguns livros que merecem notoriedade.

Neste post, gostaria de tratar da história de Stephen Michael King e dos seus livros. Para quem não o conhece, Stephen Michael King era um menino de oito anos quando começou a apresentar perda de audição. A partir de então, passou a se comunicar cada vez menos com as pessoas até que um dia descobriu seu talento para escrever e desenhar. Como ele mesmo diz, isso tornou-se a sua voz.

Hoje, Stephen Michael King é um ilustre morador de uma ilha na Austrália e um premiado autor/ilustrador de histórias infantis. O primeiro livro dele que eu li foi “O Homem que Amava Caixas”, um livro de poucas palavras, mas que diz muito sobre a relação entre pai e filho.

Na sequência comprei “Pedro e Tina” e “Vira-lata” e comecei a reconhecer alguns personagens em outros livros. As histórias de Stephen Michael King falam essencialmente de pessoas (e de animais) especiais, certamente inspiradas na história de vida do próprio autor.

As obras de Stephen Michael King são publicadas no Brasil pela Brinque-Book, uma editora que produz livros de ótima qualidade e de excelente conteúdo. Além disso, o site da editora está recheado de atividades para crianças.

Temos (na pequena biblioteca do nosso consultório) os livros desse autor e sabemos o quanto as crianças apreciam livros com pouco texto, mas com uma mensagem profunda.

Caso você queira conhecer um pouco mais sobre Stephen Michael King, sugiro que faça uma visita ao site do autor (em inglês), que é muito informativo e cheio de desenhos lindos. Leia também a matéria que a revista Crescer publicou sobre o autor.

Vou deixar ainda um vídeo do autor no YouTube desenhando ao vivo, grande e rápido.

TISS e TUSS, o que os psicólogos têm a ver com isso?

02/04/2009

Com certeza as pessoas que fazem parte do CFP não leem este blog.

Mas os psicólogos deveriam ler. Eu já falei um pouco aqui sobre o TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar), mas agora é a vez de falar um pouco do TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar).

O TUSS consiste na nomenclatura e nas codificações padronizadas para uma série de procedimentos de saúde. Esses nomes e códigos de procedimentos são usados nas guias do TISS.

Em fevereiro deste ano, a ANS determinou que as operadoras terão 90 dias para se adequar ao TUSS (Instrução Normativa 34).

Agora entra a parte que diz respeito à Psicologia. Como o Sistema Conselhos ou quaisquer outras entidades da Psicologia não deram a menor bola para o rol de procedimentos da ANS, os psicólogos que tiverem convênio com operadoras que usam o TISS, só poderão realizar um procedimento: sessão de psicoterapia. Nada de psicoterapia conjugal/familiar, visita à escola, psicodiagnóstico, etc.

Para a ANS, o psicólogo clínico realiza apenas esse procedimento. Mas calma, há uma esperança, e vem dos médicos. Talvez a psiquiatria elabore uma ampla lista de procedimentos de saúde mental para a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), e tais procedimentos poderão no futuro ser incorporados ao TUSS, como é o que parece ocorrer.

Estamos no ano da psicoterapia para o Sistema Conselhos e não há debate sobre esse tema. Sim, talvez os psicólogos não precisem de convênios nem se preocupar em definir quais procedimentos realizam. Talvez os psicólogos estejam acima do bem e do mal e não precisem discutir isso.

Baixe o rol de procedimentos da ANS, que serve de base para o TUSS.