Como prometido, o médico Leonardo Fontenelle escreveu para este blog um texto esclarecedor sobre Saúde da Família. Agradeço pelo esforço, sabendo de toda a sua rotina conturbada de médico, mestrando e tradutor. A espera valeu a pena!
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
Autor: Leonardo Ferreira Fontenelle
Estratégia de Saúde da Família (ESF) é o nome que se dá atualmente a
uma das mais bem-sucedidas iniciativas brasileiras em saúde das últimas
décadas. Foi concebida em 1993, com o nome de Programa de Saúde da
Família (PSF), a partir de iniciativas brasileiras e algumas
iniciativas internacionais mais adiantadas (como o “general
practitioner” britânico e o médico de família cubano). Em seus primeiros
anos, o então PSF foi implantado nos municípios do “Mapa da Fome”, sob o
comando quase direto de Brasília, mas depois passou a ficar sob o
comando dos municípios, ocupando um papel cada vez mais importante no
sistema de saúde, e passou a ser aberto a todos os municípios do Brasil.
Em 1998, quando os repasses federais para a Atenção Básica passaram a
ser por habitante, e não por número de procedimentos, a Estratégia de
Saúde da Família começou a se expandir vertiginosamente. Em outubro de
2008, de acordo com o Ministério da Saúde, a ESF estava presente em 94%
dos municípios brasileiros e atendia a 93,1 milhões de brasileiros. O
resultado tem sido a melhoria de vários indicadores de saúde, e o
aumento da satisfação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Esses fatos foram destacados pela Organização Mundial da Saúde em seu
Relatório Mundial da Saúde de 2008, que citou o Brasil como um exemplo a
ser seguido.
Um dos grandes diferenciais da Estratégia de Saúde da Família é a
definição clara do território e, mais importante, das pessoas sob
responsabilidade de cada equipe. Isso fortalece o vínculo da equipe com
a população, o que é fundamental numa época em as condições crônicas se
tornaram muito mais importantes para o sistema de saúde do que as
urgências e emergências. O agente comunitário de saúde (ACS) é
fundamental na formação desse vínculo, já que ele faz parte da população
atendida pela equipe em que ele trabalha. Foi feita até mesmo uma Emenda
Constitucional para que a residência na área seja um pré-requisito para
o emprego. Cada equipe tem entre 4 e 8 ACS, que dividem entre si a área
de abrangência da equipe. Eles fazem então o cadastramento de cada
família e cada pessoa em suas microáreas, incluindo as pessoas com plano
de saúde. A partir daí, fazem vistas mensais ou mais freqüentes,
trocando informações com as pessoas sobre como elas podem cuidar de sua
saúde, e alertando o resto da equipe sobre situações que requeiram a
atenção dos outros profissionais. A chamada “equipe mínima” é composta
ainda por um ou mais auxiliares de enfermagem ou técnicos de enfermagem,
por um enfermeiro e por um médico. As atividades dos auxiliares ou
técnicos de enfermagem numa equipe de Saúde da Família são bastante
semelhantes às desses profissionais em outras equipes, apesar de
surgirem mais oportunidades para atividades preventivas ou curativas
fora da unidade (“posto”) de saúde.
As condições crônicas estão presentes em grande parte da população, e
são responsáveis pela maior parte da carga de doença do Brasil. Elas
incluem tanto as doenças crônicas, ou seja, de curso arrastado, como
hipertensão arterial sistêmica (“pressão alta”), osteoartrose (o tipo
mais comum de “reumatismo”) ou asma, quanto outras situações, como a
gravidez ou o risco de uma pessoa adquirir uma doença no futuro.
Enfermeiros e médicos de Saúde da Família também cuidam de situações
agudas (de instalação e resolução rápida), mas seu grande diferencial
está no manejo de condições crônicas. Através de protocolos clínicos, os
diagnósticos (ou mais precisamente, os diagnósticos médicos) e grande
parte das decisões terapêuticas ficam a cargo dos médicos, mas os
enfermeiros podem participar de atividades de rotina previstas nos
protocolos. A atividades mais comuns são relacionadas à saúde
materno-infantil, como a consulta de pré-natal e a coleta do exame
preventivo de colo de útero, mas de acordo com os protocolos adotados
pela secretaria municipal de saúde os enfermeiros podem ainda solicitar
certos exames de rotina ou manter a prescrição de determinados
medicamentos. Além de prestar assistência direta às pessoas, o
enfermeiro de uma equipe de Saúde da Família também supervisiona o
trabalho dos agentes comunitários e dos auxiliares ou técnicos de
enfermagem da equipe.
O médico de uma equipe de Saúde da Família trabalha 40 horas por semana,
assim como os outros membros da equipe, mas diferente da maioria dos
médicos, que trabalham apenas 20 horas semanais em cada emprego. O
pagamento costuma ser fixo, mas em algumas cidades existe um adicional
(oferecido às outras profissões também) que está condicionado a
indicadores de saúde definidos pela secretaria municipal de saúde.
Quando o paciente tem uma queixa, o médico de família e comunidade é o
primeiro a avaliá-la, de forma que ele precisa saber reconhecer doenças
em suas fases iniciais, quando ainda não se manisfestaram completamente.
O médico de família e comunidade é especializado nos problemas de saúde
mais comuns e importantes, principalmente naqueles que fazem parte das
condições crônicas. As doenças que o médico de família e comunidade
domina não estão restritas a uma parte do corpo, de forma que a Medicina
de Família e Comunidade tem sobreposição com uma série de outras
especialidades, como a Clínica Médica, a Ginecologia & Obstetrícia, a
Pediatria, a Cirurgia, a Ortopedia e a Psiquiatria. O que define a
especialidade é o contexto da assistência, não a parte do corpo. Além
disso, a responsabilidade do médico de família e comunidade é para com a
pessoa, e não apenas com a doença. Dessa forma, a pessoa continua tendo
seu médico de família e comunidade mesmo que ele precise encaminhá-la a
outro médico por algum problema específico. Atualmente poucos médicos e
ainda mais raros enfermeiros possuem especialização em Saúde da Família,
mas o Ministério da Saúde está desenvolvendo um projeto com
universidades brasileiras para especializar os profissionais que já
trabalham na Estratégia de Saúde da Família.
Quinze anos depois de sua concepção, a Estratégia de Saúde da Família é
oficialmente reconhecida no Brasil como a estratégia prioritária para a
reorganização da Atenção Básica. Sua qualificação, expansão e
consolidação são uma prioridade nos acordos estabelecidos entre o
Ministério da Saúde e os secretários estaduais e municipais de saúde. A
Organização Panamericana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde
defendem que os sistemas de saúde (como o SUS) sejam reestruturados para
colocar a Atenção Básica em seu centro, provendo atenção continuada e
coordenando o acesso das pessoas aos demais serviços de saúde. No
Brasil, essa tendência internacional se fez sentir em pelo menos alguns
dos planos estaduais de saúde para 2008-2011 (p. ex. em São Paulo e no
Espírito Santo), que se propuseram a reorganizar o acesso aos hospitais
e centros de especialidades, e incluíram a ESF no orçamento estadual
(antes o financiamento era apenas federal e municipal). Alguns
municípios, por sua vez, têm experimentado ampliar a equipe mínima,
agregando outros profissionais como fisioterapeutas, psicólogos ou
nutricionistas. Estão sendo desenvolvidas ainda iniciativas de educação
permanente para as equipes de Saúde da Família, como por exemplo as
equipes matriciais (mais conhecidas como NASF). Com tudo isso, e depois
de 8 eleições federais, estaduais e municipais, podemos dizer com
segurança que a Estratégia de Saúde da Família é verdadeiramente uma
política de Estado, e não uma política de governo. Ou seja: a Saúde da
Família veio para ficar.

Excelente texto Leonardo! Obviamente que a ESF tem ainda vários problemas e ainda é passível de muitas críticas… mas onde não há problemas? Privilegiar atendimento em PA com UPAs é inaceitável, isso sim! Atenção Primária/Básica é o futuro de qq país, especialmente nos países pobres como o nosso.
Mais uma vez parabens pelo artigo!
adorei leonardo vou usar seu texto p/ meu tcc,era o que eu procurava, p/ enriquecer meu tcc bjs
Parabéns, Leonardo. Como médica de família e comunidade na luta constante por uma ESF e MFC de mais qualidade no país há mais de 12 anos ( e olha que o PSF, ESF ,existe só ha'14 anos no país!) , em MG e no PR, eu gostei muito de ler aqui mais uma oportunidade de divulgacao do que fazemos e do que devemos fazer! Só aproveito p/ acrescentar uma crítica, que acho q atualmente em nenhuma conversa sobre ESF deve faltar: a PRECARIZACAO DO TRABALHO e dos VÍNCULOS do MFC ou médico da ESF no país, é uma vergonha. Tomara que com mais consciência gerada em todos os CIDADAOS brasileiros , e em nossas entidades representativas, conquistemos isso, o quanto antes, para o bem do SUS e da Saúde Pública no Brasil!
Tudo de bom!
Adriane
Adorei Leo!!!! Sempre soube que você seria um dos grandes discípulos da nossa Medicina de Família.Estor com saudades.
Sua colega de residência:kellen
Beijos
[...] em Estratégia de Saúde da Família ou em PSF, mas ainda não tem certeza do que é isso, confira meu artigo a esse respeito. Citação: Um dos grandes diferenciais da Estratégia de Saúde da Família é a definição clara [...]
Estratégia de Saúde da Família (ESF) « Kanzler Melo Psicologia…
O resultado tem sido a melhoria de vários indicadores de saúde, e o aumento da satusfação dos usuários do SUS, fatos esses destacados pela OMS em seu Relatório Mundial da Saúde de 2008, que citou o Brasil como um exemplo a ser seguido….
Espero que a figura do psicólogo seja incluída na equipe de forma definitiva e que os resultados sejam ainda melhores.
Parabéns a todos que exercem o trabalho comunitário na área de saúde!
adorei a matéria visto que leciono essa disciplina e foi de grande valia e troca de experiência …Obrigada muito bom!
Amigaaaa!!! Será que te achei !!! Entre em contato comigo. Saudades..
Cytnhia Vaz ( Os Cravos)
OI Leonardo
adorei seu artigo porque estava precisando mesmo de um esclarecimento melhor a respeito do (ESF)
pois tenho que apresentar um seminario a respeito da saude da familia e me ajudou demais
obrigada mesmo .espero poder esta contando com você
eu estou cursando o 1º periodo de Biomedicina
e pretendo levar essa profissao como uma otima carreira profissional na minha vida.
[...] disso, estou retomando a dissertação do meu mestrado em Saúde na Comunidade; pretendo comparar a Estratégia Saúde da Família com o modelo antigo de Atenção Básica, usando para isso as internações por Condições [...]
Muito bom seu artigo, me ajudou a tirar varias dúvidas sobre o ESF, um texto bastante objetivo…
E espero colaborar com esse projeto como futura profissional de saúde…
Parabéns!!!
[...] Leonardo Fontenelle tornou-se muito conhecido neste blog por ter escrito um post sobre Estratégia de Saúde da Família. [...]
[...] como Planet Psychology, Planet Humanism, Planet Medicine, etc. Como recentemente observei que o texto que pedi ao Leonardo Fontenelle obteve muitas visitas, também considerei viável criar na internet um espaço comum às várias [...]
[...] a organização da atenção básica à saúde no Brasil. (Leia também minha explicação sobre o que é a estratégia Saúde da Família.) Certamente os ACS têm sido uma das experiências mais inovadoras do SUS, e agora com o piso [...]
[...] devem lembrar que sou médico de família e comunidade, e que já publiquei um artigo sobre a estratégia Saúde da Família no Kanzler Melo Psicologia, um blog mantido pelo tradutor do GNOME e psicólogo Vladimir Melo e sua [...]
parabéns, mais hoje os enfermeiros são mais preparados pra trabalhar no programa, pois estão mais bem qualificados, todos os enfermeiros que conheço aqui no meu estado maranhão tem a especializaçaõ em saúde da família
Parabéns pelo seu artigo.
Hoje aqui no Estado do Maranhão é o enfermeiro que fica a frente das consultas, das visitas, de todo e qualquer procedimento realizado no posto de saúde, porque infelizmente os médicos não cumprem com o seu papel, não trabalham 40 horas, e em muitas equipes só tem médico no papel, e quem fica prejudicado é a população.
[...] pela Estratégia Saúde da Família, menos casos de dengue. (Leia também minha explicação sobre o que é a Estratégia Saúde da Família, publicado no vizinho Kanzler Melo [...]
[...] na entrevista é só perguntar aqui nos comentários desta página. Também recomendo a leitura do artigo que escrevi para o blog Kanzler Melo Psicologia definindo a Saúde da [...]
[...] a diferença entre um clínico geral e um médico de família. Até lá, sugiro a leitura do artigo Estratégia de Saúde da Família, publicado no Kanzler Melo Psicologia, em que explico não apenas a Saúde da Família mas também [...]
[...] post “Estratégia de Saúde da Família (ESF)” teve 2860 visualizações desde dezembro de 2009, embora ele tenha sido escrito um ano antes, em [...]
[...] muitos leitores fieis já sabem, há um ano e meio publiquei no blog Kanzler Melo Psicologia um artigo explicando o que é Saúde da Família. O texto foi escrito com muito carinho, tomando o cuidado de juntar simplicidade e precisão. Ontem [...]
Excelente o texto do Leonardo Fontenelle. Muito esclarecedor e instigante também. Estou Diretor de Saúde em Novo Hamburgo/RS, cidade com 260 mil habitantes e que até o início da atual administração, liderada pelo Prefeito Tarcísio Zimmermann, em 2009, não contava com a ESF, apesar de o CMS tê-la aprovado em 1997. NH tem péssimos indicadores fruto da ausência, até o ano passado, de uma visão de saúde pública e de decisão política de implementar o SUS. A nossa cidade, ao longo da história, estruturou a assistência à saúde por meio da iniciativa privada (cooperativas, clínicas…) 80 % dos trabalhadores eram terceirizados, até 2009. Realizamos concurso público para todos os profissionais e estamos implantando, até julho de 2011, 25 ESF. Temos enfrentado muitas dificuldades, pois estamos rompendo uma cultura médico-centrada e hospitalocêntrica, além do clientelismo, instituído por agentes públicos que, com a dificuldade de acesso pela porta da frente do SUS, utilizam-se de portas laterais, prejudicando o fluxo adequado. Vamos utilizar o artigo nos debates com as equipes/comunidade. Obrigado. Importante contribuição.
Um abraço
Florizeu Campos
Olá Florizeu..sou enfermeira do interior da Bahia e estava lendo seu comentário a respeito do artigo do DR. Leonardo…muito bom….e vc comentou que irá implantar ESF em seu estado. Caso tenha interesse no meu trbalho fico a disposição para mantermos conato..para envio do meu curriculum…
Um abraço….
Iane
Cara Iane!
Como deves ter percebido no meu comentário, disse que relaizamos concurso público para os trabalhadores da saúde pública aqui em Novo Hamburgo, pois como a terceirização chegava a 80% da “força de trabalho” (em torno de 1.600), a justiça no final do governo que nos antecedeu, determinou que o fim desse vínculo precário. Por isso a única forma de contratação é via concurso. De qualquer maneira, agradeço a tua disposição de vires te juntar à gauchada. Quem sabe um dia…
Bjos
Campos
Florizeu, parabéns por estar fazendo a diferença. A pessoas costumam não gostar de mudanças que não previa, mesmo quando é para melhor, por isso é importante divulgar os planos por todos os meios possíveis: programa de rádio, discussão com movimentos sociais, e por aí em diante. Mais do que prometer milagre, acredito ser importante mostrar que a mudança é para melhor. Além disso, quando a população percebe estar sendo melhor atendida, passa a defender a Saúde da Família com unhas e dentes.
Leonardo!
Obrigado pela gentileza de responder ao meu comentário. Até um dia. Enquanto isso continuamos aqui em Nóia (apelido carinhoso da minha cidade) na luta pela consolidação do nosso SUS.
Um fraterno abraço.
Campos
Parabens Leonardo! Não sou médico, contudo trabalho no setor privado da saúde e, acredito que só vamos mudar a saúde desse país se realmente pessoas capacitadas se prontificarem em fazer a diferença. Esse é o caminho para termos um Brasil saudável, sei que a muito a percorrer, mas já estamos caminhando. Parabéns a todos que se envolvem neste processo.
Parabéns Dr. Leonardo, pela sua explanação sobre ESF, realmente é um protejo muito bom para a Saúde Públia do nosso país. Vejo também a necessidade de se fazer planos de carreira para o profissional que trabalha com essa estratégia.
Um abraço…
Iane
ACHO MERECIDA A LEGALIZAÇÃO DOS VINCULOS DOS ACS. MAS TB AS EQUIPES MULTIDICIPLINAR TERIAM QUE TER SEUS VINCULOS LEGALIZADOS TAMBÉM , PQ A PRECARIEDADE QUE VIVEMOS É MUITO TRISTE.SEI QUE OS AGENTES DE SAÚDE ALÉM DE MORAR NA COMUNIDADE É O CARTÃO DE VISITA DO POSTO DE PSF, MAS ELE É SUPERVISIONADO PELA ENFERMEIRA DA EQUIPE E TUDO QUE ELES FAZEM TEM UMA PRÉVIA SUPERVISÃO NO POSTO COM A EQUIPE.ENTÃO SEM A EQUIPE O AGENTE Ñ EXISTE PQ TODO PROGRAMA É REALIZADO JUNTO A EQUIPE. O MEDICO MEDICA O TÉCNICO FAZ AS ADMINISTRAÇÕES E OS PROCEDIMENTOS E ASSIM SUCESSIVAMENTE TODOS NA SUA FUNÇÃO, ENTÃO O QUE VIM P/ UM TEM QUE VIM PARA TODOS.QTO A SELEÇÃO TODOS QUE AQUI ESTÃO PASSAMOS POR UMA SELEÇÃO TEMOS TODOS OS DOCUMENTOS QUE PROVAM ,INCLUSIVE O DIÁRIO OFICIAL.ENTÃO FICO MUITO TRISTE ,POR ESSA DECISÃO DE TER QUE FAZER CONCURSO NOVAMENTE SE JÁ FIZEMOS ANTES.TENHO 8 ANOS DE PSF E TENHO COLEGAS QUE TEM 12 ANOS.GOSTARIA QUE OS POLÍTICOS PODESSEM TER UM CARINHO ESPECIAL EM OLHAR NOSSA CAUSA, POIS NÓS Ñ ENTRAMOS NO PSF PELA JANELA, JÁ FIZEMOS UM CONCURSO Ñ É JUSTO TER QUE FAZER TUDO DE NOVO DEPOIS DE 10 ANOS.
Ola, sou aluna da escola Almeida Santos,faço auxiliar de enfermagem,estou na ultima matéria Assistencia domiciliar,achei seu artigo muito bom, e escrevi no caderno para poder debater na sala de aula.
exelente esclarecimento, ouvi numa pre-converencia de saúde na minha cidade que a(ESF) estaria com seus dias contados.
Bom dia, Idalina. Eu também já ouvi muitas vezes, ao longo dos últimos dez anos, que o PSF (depois a ESF) estaria com os dias contados.
O atual governo federal deu alguns sinais de que não vai se preocupar muito com a questão ESF versus não ESF, e sim com a qualidade da atenção de uma forma geral. Acontece que a ESF de fato trabalha melhor, então por qualquer métrica o governo vai continuar estimulando a expansão e a consolidação da ESF.
[...] KanzlerMelo LikeBe the first to like this [...]
DOUTOR, QUERIA SABER SE O PISO SALARIAL DOS ACS FOI MESMO AROVADO SOU ACS, DE VALEDO PARAISO RO. NAIR
Nair, a última novidade significativa de que tenho notícia foi a reabertura da comissão parlamentar que avalia os projetos de lei relacionados aos ACS: http://leonardof.med.br/2011/06/11/camara-dos-deputados-discute-o-piso-salarial-dos-agentes-comunitarios-de-saude/
o gestor pode obrigar sò os acs trabalharem 8hrs por dia e os medicos nao?Atè onde eu sei è igulitàrio para toda a equipe da ESF?Serà que essa regra mudou?Me atualize…
[...] 2008, quando a ONU ainda ignorava as doenças não transmissíveis, eu já tinha escrito uma definição da estratégia Saúde da Família, em que destacava a vocação dos profissionais para o controle de doenças crônicas, ou seja, de [...]
gostaria de parabenizar todas equipes de saúde da familia de minas gerais e desse nosso brasil faço parte da equipe de saúde da familia de capitão andrade leste de minas a 27 km de governador valadares Mg onde moro somos 13 acs e nossas equipes estão com uma falta de quatro acs mas sabemos que o repasse é de 750 reais por agente mas como não temos uniforme e nem recebemos insentivo algum gostaria de saber se é possivel receber o valor que é repassado para os acs
[...] mesmo já escrevi uma descrição da estratégia Saúde da Família no Brasil, e contribuí para o artigo sobre a medicina de família e comunidade da Wikipédia. Compare, e [...]
gostaria que vc me informasse , quanto é o salario dasagentes comunitarias..moro em altonia sou acs a 4 anos, ganhamos 418;00 e nao temos salubridades..gostaria que o sr me informasse qual a lei e artigo que diz que temos esse direito, porque aki na nossa cidade eles dizem que nao temos..obrigada..aguardo resposta.
Prezada Lucineia, antes de qualquer coisa, repare que sou médico, e não advogado; e que só posso dar informações genéricas, e não específicas para você.
O salário do agente comunitário varia de uma cidade para outra. A Emenda Constitucional 63 deu à União a prerrogativa de definir um piso salarial e um plano de carreira para os agentes comunitários de saúde de todo o país, mas até hoje esse piso e esse plano não foram definidos. A última notícia que tive sobre o assunto está num artigo que publiquei no meu blog.
Acredito que o agente comunitário de saúde tenha direito, sim, ao adicional por insalubridade, como já expliquei num outro artigo em meu blog.
Ola Dr. Leonardo! estou escrevendo porque depois de quatro anos vem de novo uma nova polemica em nossa cidade, estou ha 11 anos como acs e sempre acompanhamos e admiro o trabalho do enfermeiro(a) em particular pela capacidade e empenho que traz o programa faz com boa vontade e respeito aos pacientes que os procuram .
Minha frustação mais uma vez é que aqui na minha cidade chegou uma ordem que els não podem mais colher o preventivo, passar alguns exames que sempre passaram, não entendo pois algum tempo atrás tenho certeza que saiu uma lei que da o direito dele passsar exames simples e colher o preventivo.
Pergunto ao sr. se sabe algo de lei e como fazer isso ficar bem esclarecido para as autoridades dos municipios.
Falo isso porque na verdade fico tão indignada e decepcionada porque dentro da unidade quem carrega a unidade nas costas são eles.
Como fazer com que o governo federal se pronuncie e faça valer o que foi escrito e virou lei ou eu estou enganada?
Um forte abraço Dr. e até breve.
Ana Stützel – Petrópolis – RJ
A enfermagem clínica é uma grande zona cinzenta, no Brasil e no mundo. Existe alguma regulamentação do assunto, principalmente pelo COFEN, mas não conheço muito bem.
Parabéns, Vladimir, o seu blog chegou à primeira página que o leitor recebe do Google ao pesquisar por Estratégia Saúde da Família!
Leonardo, como você é o autor, quem merece os parabéns é você. Obrigado por direcionar todo esse tráfego para o meu blog.